Costumo usar-me como padrão de bom senso e seriedade. A partir de mim todas as comparações podem ser efectuadas - nas quais sempre ganho, claro. Tenho uma Ãndole mais forte que a de todos os restantes e um carácter incrivelmente nobre. Falta-me um cavalo branco e uma armadura (a mais brilhante que já se viu para assim servir correctamente tamanho cavalheiro, senhor de si). Consigo sempre olhar de cima para baixo (não só a minha pessoa intelectual é de maiores dimensões que todas as que me rodeiam como a minha estatura fÃsica não tem também comparação) e uso uma condescendência apenas conferida a mim e a Deus. Imagino o que é ser outrem que não eu e torna-se difÃcil perceber como tão rudimentares mentes funcionam. Sorte a minha que nasci assim... Perfeito.
Alma Penada.
Foi o que me chamaram. Caracterizaram-me como um espectro errante que vagueia ao sabor do vento. O significado que se escondia por detrás dessa expressão poderia não ser o mais exacto, mas era apenas uma relação análoga de fraca importância..., que me pôs a pensar. Alma Penada: pessoa solitária por natureza, é bastante inteligente mas nunca demonstra muitos sentimentos à frente das pessoas, vagueia constantemente e não sabe como encontrar um rumo para a vida.
Oh triste drama o meu!, consagrado, por entre elogios dissimulados e insultos arrojados, um morto ainda vivo, repleto de esqueletos na mente e podridão nos dentes. Réstias de peles a caÃrem, leprosas, resplandecentes de um inebriante mau odor. Será verdade?, serei assim?
Oh triste drama o meu!, que não sei mostrar os meus sentimentos. Não sei ou não quero. Mas que me escondo entre quatro paredes para não encarar a realidade. Alma Penada. Morte da vida. Explosão de razão, implosão de emoção. Alma Penada... Alma Penada!
Foi o que me chamaram. Caracterizaram-me como um espectro errante que vagueia ao sabor do vento. O significado que se escondia por detrás dessa expressão poderia não ser o mais exacto, mas era apenas uma relação análoga de fraca importância..., que me pôs a pensar. Alma Penada: pessoa solitária por natureza, é bastante inteligente mas nunca demonstra muitos sentimentos à frente das pessoas, vagueia constantemente e não sabe como encontrar um rumo para a vida.
Oh triste drama o meu!, consagrado, por entre elogios dissimulados e insultos arrojados, um morto ainda vivo, repleto de esqueletos na mente e podridão nos dentes. Réstias de peles a caÃrem, leprosas, resplandecentes de um inebriante mau odor. Será verdade?, serei assim?
Oh triste drama o meu!, que não sei mostrar os meus sentimentos. Não sei ou não quero. Mas que me escondo entre quatro paredes para não encarar a realidade. Alma Penada. Morte da vida. Explosão de razão, implosão de emoção. Alma Penada... Alma Penada!
Alfredo de Sousa
Cada vez mais tenho passado por momentos de retrospectiva pessoal. Essencialmente todas as conclusões se resumem a uma tentativa de melhoramento da minha personalidade. Por vezes até entro em conflitos comigo mesmo quando me encontro a fazer juÃzos de tal forma apreciativos que me enjoam de tanta falsidade. E talvez seja essa a razão pela qual todos os meus heterónimos estejam numa flutuação cada vez mais perene: porque me encontro numa fase marcadamente apenas "minha". Mas todos estes seres que me acompanham mostram a posição que venho aqui marcar hoje!
É mais do que certo que todas as pessoas já se sentiram julgadas por outrem sem "conhecimento de causa". Eu próprio já me senti assim e várias vezes até! E isso acontece porque se toma apenas uma história, uma versão, uma faceta da pessoa e se assume como correcta e única. É então aqui que entram os meus companheiros de escrita. Se qualquer pessoa encontrar apenas uma das minhas diversas personalidades e não se interessar pelo descobrimento de tudo o resto, a história pode ter como base o real, mas é incompleta e sem sentido!
É este o tema do vÃdeo que deixo aqui: um discurso da escritora nigeriana Chimamanda Adichie que foca essencialmente, e de forma simples, como se formam os estereótipos. Sei que para muitas das pessoas que estão a ler este texto cerca de 18 minutos é muito tempo para se gastar num vÃdeo de um assunto tão "quadrado", mas posso garantir que vale a pena! Principalmente quando a alma não é pequena!
É mais do que certo que todas as pessoas já se sentiram julgadas por outrem sem "conhecimento de causa". Eu próprio já me senti assim e várias vezes até! E isso acontece porque se toma apenas uma história, uma versão, uma faceta da pessoa e se assume como correcta e única. É então aqui que entram os meus companheiros de escrita. Se qualquer pessoa encontrar apenas uma das minhas diversas personalidades e não se interessar pelo descobrimento de tudo o resto, a história pode ter como base o real, mas é incompleta e sem sentido!
É este o tema do vÃdeo que deixo aqui: um discurso da escritora nigeriana Chimamanda Adichie que foca essencialmente, e de forma simples, como se formam os estereótipos. Sei que para muitas das pessoas que estão a ler este texto cerca de 18 minutos é muito tempo para se gastar num vÃdeo de um assunto tão "quadrado", mas posso garantir que vale a pena! Principalmente quando a alma não é pequena!
PS: Clique em "View Subtitles" e escolha a sua lÃngua preferida para uma melhor compreensão.
André Ferreira
É feliz a vida regada com amor.
É feliz quando não esperamos nada de ninguém mas mesmo assim aqueles momentos que nos mantêm vivos e de saúde aparecem sem avisar, com um abraço aqui, um beijo na face acolá, nada de exagerado ou para lá disso, até porque a idade não o permite. Podem ser raros em demasia, estes momentos, mas quando aparecem são capazes de nos fazer suportar por décadas de decadência amizadial*. E é bom saber também que não preciso de continuar à espera de nada porque se ficar tudo como antigamente não vou ficar com aquela sensação de desconforto. Apenas excitação para que estes momentos de amorosidade** voltem a acontecer...
É feliz quando não esperamos nada de ninguém mas mesmo assim aqueles momentos que nos mantêm vivos e de saúde aparecem sem avisar, com um abraço aqui, um beijo na face acolá, nada de exagerado ou para lá disso, até porque a idade não o permite. Podem ser raros em demasia, estes momentos, mas quando aparecem são capazes de nos fazer suportar por décadas de decadência amizadial*. E é bom saber também que não preciso de continuar à espera de nada porque se ficar tudo como antigamente não vou ficar com aquela sensação de desconforto. Apenas excitação para que estes momentos de amorosidade** voltem a acontecer...
André F.
* Palavra da famÃlia de "amizade" acabada de criar por mim.
** Palavra da famÃlia de "amor" acabada de criar mor mim.
** Palavra da famÃlia de "amor" acabada de criar mor mim.