Ultimamente não tenho conseguido agradar-me com o que escrevo. Sinto falta de qualquer coisa, mas não sei o quê. Por isso limito-me a escrever mais objectivamente, sobre assuntos com um tema real e bem presente na minha vida. Hoje, dia de eleições, não podia deixar de escrever qualquer coisa. No entanto, não é por causa dos senhores engenheiros, doutores, professores, metalúrgicos. Não venho falar de polÃtica. Nem coisa que se assemelhe. Na verdade eu venho falar sobre o concerto dos Xutos & Pontapés, que se realizou ontem.
Apesar de ter assistido ao concerto a uma distância do palco que não me agradou (é que cerca de 50 metros de pessoas à nossa frente ainda é muito) consegui ter uma vista de boa qualidade para o palco. Principalmente na parte "unplugged" do concerto em que fiquei a 10 metros do palco que se prolongava pelo estádio dentro. No entanto, a minha revolta virava-se para o facto de termos chegado bastante cedo ao estádio (cerca das 18h30) e podermos ter escolhido o local que quiséssemos...
Os Pontos Negros: uma boa actuação a que, infelizmente, não tomei muita atenção. Aliás, passei quase o concerto todo deles de costas para o palco, sentado no chão e a ouvir os comentários sobre o relato radiofónico do jogo do Benfica que alguém ouvia. E volto a reforçar: infelizmente não tomei atenção, porque são uma banda que me agrada.
Tara Perdida: Uma banda também já com o seu peso no panorama da música nacional, mas que não passa pelo meu leque de conhecimento. Tinha na cabeça a sonoridade de algumas músicas, mas as letras escasseavam por entre a minha boca.
Xutos & Pontapés: A verdadeira razão pelo qual cerca de 40 mil pessoas se dirigiram ao Estádio do Restelo, a casa d'Os Belenenses. A entrada foi corajosa, temos que confessar isso. Passar literalmente pelo meio do público, com poucos seguranças à volta, é coisa que só quem tem confiança nos seus fãs faz.
Um inÃcio com "Quem é Quem" abriu as portas para um público animado e colaborador. Eu posso dizê-lo por experiência própria, porque me esfalfei a cantar logo nessa música. Em seguida uma sucessão de antigos êxitos misturados com novos êxitos (não fossem todas as músicas dos Xutos um êxito) fizeram a delicia de todos os que me rodeavam. E a esperança que nos roÃa enquanto esperávamos que o Sr. Tim cantasse verdadeiros hinos nacionais não nos deixava inquietar, fazendo com que eu e os meus companheiros desse dia até saltássemos nas baladas mais calmas!
Como convidados, passaram pelo palco nomes como Pacman (Da Weasel) na música "O Sangue da Cidade", Pedro Gonçalves (Dead Combo) que me passou completamente desapercebido, Camané em "Homem do Leme" e o outro senhor da Ala dos Namorados que não me lembro o nome.
Para finalizar o concerto contamos com a mais que entranhada na nossa mente "A Minha Casinha", onde seria impensável acabar de outra forma.
Resultado final: Uma rouquidão que se prolongou até ao final da tarde do dia seguinte, e uma noite memorável com ausência total de "moshs" ou qualquer outra coisa do género.
Apesar de já me ter alongado demais, tenho que pedir desculpas à minha querida amiga Catarina pela minha grande falha. Esqueci-me completamente de lhe perguntar se queria ir também ao concerto. E graças a isso ando a martirizar-me com culpa durante todo o dia... Por isso, desculpa!