Os meus pés sentiam a fresca água a passar. Abri os olhos, desfocados estavam, não conseguia ver. De repente uma forte dor arrebatou-me e contorcer-me fez, embora nenhum voluntário movimento me tivesse circulado pela mente. Voltei então ao meu estado inicial, no chão deitado como um mendigo acabado, apenas com os pés a sentir a água a passar. Já via melhor, mas a derrota da lembrança assombrou-me, como deixar de ser não poderia. Consegui por fim revoltar-me contra a fresca água que me molhava os pés e, num sôfrego pulo, a minha bÃpede posição assumi. Vagueei pela sensata floresta para sabedoria achar, mas essa qualidade tão perto não se encontrava. Até que me deparei com o mocho colorido, e ele perguntou, Sentes-te com sorte?, Ou recusas a sonolência do destino? Foi então que iniciei um êxodo terrestre envolto numa bolha de protecção. Protecção sábia..., ou não.
Bom dia.
Faz por reconhecer as palavras,
Não as uses sem ver as suas cores.
Mostra as suas dores
Aos ditos magnatas
Das saudades insensÃveis e baratas.
Faz por reconhecer as palavras,
Não as uses sem ver as suas cores.
Mostra as suas dores
Aos ditos magnatas
Das saudades insensÃveis e baratas.
Pherreyra, O Segundo